domingo, 22 de maio de 2011

Memorial do Convento


São horas de dormir, e depois? Sinto o cansaço sólido em todos os músculos do meu corpo e instalado, com preferência, no meu cérebro desgastado. Não poderia o dia ter 30 horas em vez das míseras 24 de que disponibilizo para realizar todos os meus deveres?
Dou comigo sentada, nesta cadeira gasta de girar sobre si mesma, sendo essa a única actividade física que me é possível executar, até altas horas da noite. poderia eu estar dormindo ou entre amigos num bar qualquer da cidadela, mas não estou. Tanto esforço me parece este no momento e amanhã já não passam de umas horitas dedicadas aquilo ao qual deveria dedicar dias. Nunca nada está perfeito, e, se de início trabalhei para a perfeição, vou eu a meio e já só me interessa acabar a tempo estipulado.
Não me estou a queixar, mas a vida de estudante consegue ser esgotante quando se aproximam os exames e em vez de descansar quando já na cama me encontro, rebolo debaixo dos lençóis magicando o que será de mim daqui para a frente.

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