Quando estamos doentes o que fazemos? Vamos ao médico ou tratamos nós próprios do problema. Foi exactamente o que eu fiz. Peguei em meia dúzia de mantimentos e percorri um longo caminho à procura da cura para o meu problema. Antes de partir li a lista dos meus valores e ponderei sobre o meu real valor, posto isto decidi que iria seguir os meus valores e o que achava correcto e não me deixaria levar pelas vontades menos angelicais. Mochila às costas, uma querida amiga no coração para me apoiar e pés à estrada!
Encontrei pelo meu longo e duro caminho vários obstáculos mas ultrapassei-os todos, saí vitoriosa carregada e coragem. Encontrei por fim a cura para a minha doença! Esta doença, que poucos conhecem e que raramente é curada, tem como cura uma combinação de vários componentes: o primeiro é a força de vontade (há que ter muita para sair do buraco em me enfiei e que eu própria escavei), segundo amor próprio e confiança em mim mesma (para ser maior do que aquilo que pensam e dizem de mim, para voar mais alto, por cima da cabeça daqueles que, para mim, são tão pequenos), terceiro assentar os pés bem perto do solo, fazer o mundo sentir o meu peso, e ocupar o meu lugar que bem o mereço, olhar à minha volta e perceber/compreender as acções dos outros e assemelhar-me a eles desenvolvendo, deste modo, a capacidade de perdoar e seguir em frente, e por último, não menos importante, juntar-me a eles porque eu sou como toda a gente, eu erro, corrijo os meus erros e tento seguir em frente porque a vida é isso mesmo uma sucessão de erros e correcções, desta forma aprendemos a viver.
Agora já não estou doente, o veneno foi sugado das minhas veias, e vocês que me apegaram esta doença mortal não passam de seres em delírio com uma infecção interior que vos leva a creditar que são felizes e maiores do que tudo, no entanto não passam de tristes seres que eu entendo perfeitamente.
Estou curada!
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