É de manhã, a casa está vazia e eu estou sozinha. Mais uma vez enrolo-me nos meus lençóis e adormeço nos meus pensamentos e reflexões. Quem é que não faz? Dispensar um bocadinho do dia a a pensar simplesmente. Divagar.Deito a cabeça no travesseiro e imediatamente encontro a oportunidade tão desejada de me perder em pensamentos. Avalio, julgo, repreendo, reformulo, simulo, repito, rio, choro e desta forma eu cresço.
Vou crescendo aos bocadinhos acompanhando a velocidade desta vida, por vezes, tão amarga. Cresço porque julgo os meus actos, repreendo-me e grito comigo própria. Reflicto sobre o mundo que gira à minha volta (não no sentido apreciativo) e tento compreender os actos dos que me rodeiam e não apenas julgá-los e castigá-los porque eu sei, agora, que todos erramos e não são casos isolados, são erros sistemáticos. É humano (mais uma vez). Há que errar para aprender. Podemos passar uma vida a cometer erros desde que saibamos aprender com eles porque em todas as ocasiões e decisões nós perdemos algo mas podemos ganhar ainda mais. De um erro pode surgir uma correcção e uma boa acção a acção da aprendizagem e da renovação ou substituição de um valor desvalorizado.
Eu cresci muito nos últimos tempos porque também errei muito. Não quer dizer que os outros estejam sempre correctos mas eu nem sempre sei tomar uma boa decisão ou ter uma boa atitude. Os meus erros servem de lições e as minhas lições são os meus valores reformulados, as minhas acções remediadas e a minha atitude melhorada. Se aqui fizesse uma lista do que eu aprendi nos últimos tempos comigo mesma não sairia daqui e revelaria demasiado sobre mim e destas coisas só o meu travesseiro sabe.
Por isso reflectir, julgar e corrigir é compreender, é crescer, é ganhar um lugar no mundo e no meio desta vasta oferta de pessoas, personalidades, carácteres e de oportunidades de aprender mais um bocadinho.
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