
Hoje é mais um daqueles dias em que quero agir mas não sei que direcção seguir!
Então eu fico parada que, por si só, já uma um acção. Tu chamar-lhe-ias covardia, pois eu chamo-lhe modo de viver. Em tempos a minha filosofia de vida era agir todavia, e tal como as pessoas fazem perante o choque ou o medo aterrorizante, eu prefiro o estado de sítio: não me mexer na abstracção que é o problema. Diria que se trata de uma certa “familiaridade” com todos estes sentimentos revoltantes diários. Sim! Uma acomodação. Se agir isto mudara? As pessoas deixarão de se magoar umas às outras e a mim? Não.
Estou fraca, é um facto, mas não bufes, não toques e nem empurres, não te encostes nem passes ferozmente porque eu não vou cair. É impressionante, e quem me conhece e sabe do meu sofrimento interior ainda mais impressionado fica, mas eu não desfaleço. Por vezes parece-me, e de forma bizarra, que a dor me fortalece e que eu vivo mais feliz quando tenho de passar por cima dela, como uma motivação para viver. Realmente não devo ser comum, pelo menos quero acreditar nisso.
Encontro a cada esquina que viro uma nova oportunidade de mudar tudo. Não sei se todas as que se seguirão também irão ser agoradas mas eu sigo: sozinha ou acompanhada (bem ou mal). Sinto dentro de mim uma força, quase que sobrenatural, que me empurra para cima, prende as minhas lágrimas ao globo ocular, que trava a raiva e ameniza a minha dor.
Estes sintomas precoces, que só se deveriam manifestar em pessoas que já viverem o suficiente para ver que a vida pouco tem para dar, seriam definidos por muitos como o caminho para o suicídio. Discordo. Não é que essa ideia nunca me tenho surgido mas a esperança nunca morre e uma pessoa só perde a vontade de viver quando a perde. Se dissesse que esta é a única razão pela qual ainda permaneço viva de corpo e coração seria egoísmo. So what? Posso amar, e amar de verdade, de olhos vendados e de mãos atadas e mesmo assim achar que o meu lugar não é aqui.
Dizem-me os mais experientes, e aqueles cuja opinião e conselhos para mim têm valor e significado, que isto passará com o tempo e consoante eu vou passando pela vida. Talvez seja essa a minha única esperança e então essas pessoas, a quem dou valor, terão sido a minha salvação mesmo sem por isso darem conta. Esses conselhos são oriundos de anjos que sabem da vida porque ela sempre teve um sabor amargo para elas e no entanto elas permanecem. São, portanto, uma inspiração.
Como aquele que finda com a própria vida na esperança de amanha acordar na pele de uma outra pessoa mais feliz ou menos sofredora, eu hoje deitar-me-ei na esperança disso mesmo: de que amanhã tudo irá mudar e, visto que o amanhã é tempo indefinido para mim, aguardo pela boleia da felicidade na berma da estrada de piso molhado e envolta no nevoeiro. Espero que ela me veja!
Então eu fico parada que, por si só, já uma um acção. Tu chamar-lhe-ias covardia, pois eu chamo-lhe modo de viver. Em tempos a minha filosofia de vida era agir todavia, e tal como as pessoas fazem perante o choque ou o medo aterrorizante, eu prefiro o estado de sítio: não me mexer na abstracção que é o problema. Diria que se trata de uma certa “familiaridade” com todos estes sentimentos revoltantes diários. Sim! Uma acomodação. Se agir isto mudara? As pessoas deixarão de se magoar umas às outras e a mim? Não.
Estou fraca, é um facto, mas não bufes, não toques e nem empurres, não te encostes nem passes ferozmente porque eu não vou cair. É impressionante, e quem me conhece e sabe do meu sofrimento interior ainda mais impressionado fica, mas eu não desfaleço. Por vezes parece-me, e de forma bizarra, que a dor me fortalece e que eu vivo mais feliz quando tenho de passar por cima dela, como uma motivação para viver. Realmente não devo ser comum, pelo menos quero acreditar nisso.
Encontro a cada esquina que viro uma nova oportunidade de mudar tudo. Não sei se todas as que se seguirão também irão ser agoradas mas eu sigo: sozinha ou acompanhada (bem ou mal). Sinto dentro de mim uma força, quase que sobrenatural, que me empurra para cima, prende as minhas lágrimas ao globo ocular, que trava a raiva e ameniza a minha dor.
Estes sintomas precoces, que só se deveriam manifestar em pessoas que já viverem o suficiente para ver que a vida pouco tem para dar, seriam definidos por muitos como o caminho para o suicídio. Discordo. Não é que essa ideia nunca me tenho surgido mas a esperança nunca morre e uma pessoa só perde a vontade de viver quando a perde. Se dissesse que esta é a única razão pela qual ainda permaneço viva de corpo e coração seria egoísmo. So what? Posso amar, e amar de verdade, de olhos vendados e de mãos atadas e mesmo assim achar que o meu lugar não é aqui.
Dizem-me os mais experientes, e aqueles cuja opinião e conselhos para mim têm valor e significado, que isto passará com o tempo e consoante eu vou passando pela vida. Talvez seja essa a minha única esperança e então essas pessoas, a quem dou valor, terão sido a minha salvação mesmo sem por isso darem conta. Esses conselhos são oriundos de anjos que sabem da vida porque ela sempre teve um sabor amargo para elas e no entanto elas permanecem. São, portanto, uma inspiração.
Como aquele que finda com a própria vida na esperança de amanha acordar na pele de uma outra pessoa mais feliz ou menos sofredora, eu hoje deitar-me-ei na esperança disso mesmo: de que amanhã tudo irá mudar e, visto que o amanhã é tempo indefinido para mim, aguardo pela boleia da felicidade na berma da estrada de piso molhado e envolta no nevoeiro. Espero que ela me veja!
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